At this moment

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Coração vazio de alguma coisa que não consigo ver. Não dá pra entender por que tem vindo com essa frequência, acho que não há nada errado com minha vida, não nada suficiente para ser motivo de estar assim.
Nada quero que mude mas ao mesmo tempo o nada já é estranhamente eminente e acabo achando que preciso de algo mais. Algo que complete de forma sobre natural.
Não sei.
Sinto-me bem sozinho, bem largado assim, um tanto abandonado assim, porém até prefiro ficar nessa esquisitice até que essa nuvem saia do meu céu e eu possa voltar para casa renovado outra vez.
E sendo assim é bom que ninguém saiba desta minha fraqueza e instabilidade em sentir assim.
Já bem aprendi que minha melhor forma de sair da tempestade é aprender que ela faz parte da vida e não se pode sentir renovado até que esteja encharcado pela consciência de uma simples existência, agora bem insignificante.
Se houvesse respostas seria gratificante de saber.
Não culpo ninguém, nasci assim e tudo que existe nesse meu mundo pessoal é bem meu, bem por mim, bem pra mim.
Já vou indo para casa...
Se tiver a fim vá para a luz pois será onde vou estar depois daqui.

Case Sensitive

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pequena ponta de dor surge no mar infinito que há. Por vezes me sinto assim e posso até dizer que já faz parte de mim e quem sabe nem mais quero que esse tal incomodo se vá.
Já faz parte de mim.
Quantas cores Deus deu ao céu?
Estes dias tenho percebido que tem sido mais cinzas que o normal. Tons de azul claro vez ou outra, porem estes dias, especialmente hoje o acinzentado prevaleceu.
Trouxe uma brisa de melancolia que soprou suavemente em mim e fez com que meu mar gelasse.
Uma ponta se tornou iceberg.
Nestes dias a paz se torna sensação de inconstância, o certo se revela incógnita e o querer é querer estar só mesmo quando já se sente só.
Todos se foram e me deixaram, sempre fazem isso.
- Ei! Todos estão ai!
- Não, não há ninguém aqui.
Outra vez o universo se expandiu e tudo que eu queria é que alguém me buscasse e me levasse de volta à paz.
Alvo nulo que ninguém mostra a luz do sentir falado, nenhuma voz, nenhuma palavra, nenhum pedaço.
Nem sempre quero ser seta, as vezes preciso ser alvo.
Fico feliz por a vida ser tão inconstante, tudo muda, sempre existirá o ‘plano b’. Quem sabe eu não precise do ‘c’.
Previsão de paz se aproxima, o sono me afunda em águas rasas e vou sem evitar mergulhar no inconsciente.
Amanha o azul voltará.
Tanta paz.