the end has no end

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sim, seremos felizes. – Eu disse.
Mas eu propriamente não contava com a sucessão de erros repetidos e repetidos em volta de nossos atos.

Sim, podemos errar. – Acrescentei.
Mas não contava com os olhos fechados para nos guiar de muro em muro, dando com a cabeça nos enganos cegos.

Não, eu não vou te fazer sofrer. – Falei pensando ao longe.
Nada que a impureza do coração não desfaça e nos torne réus por causa de nossa idéia de acerto e erro.

Já não sei de onde começar.
Já não sei de onde continuar.

Por que eu te disse que tudo iria ficar bem e

Walking on wind waves

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Apenas para não se perderem com o sopro do tempo...


Feche a porta cor de prata
Pois o frio já se acomodou
Desde que você me esqueceu
Quase tudo se desfaleceu
O vento que havia se dissipou


Quando esta dor que chega em seu silencio de pretexto para se acomodar no peito, espera-se que pode durar todo eterno.
Angustia de carregar o peso do grito mudo, pacato e tão ansioso para se libertar a qualquer preço.
Se pudesse pagar tal preço pagaria sem hesitar no segundo da luz, pois como ferrugem corrói e como a dor, aos poucos destrói. Levando os fragmentos de uma felicidade que ficou na lembrança.
A dor que sangra, mas não mata traz consigo demasiada enchente de pensamentos retroativos que vão e vem, vem e ficam no coração, em que o frio já prevaleceu desde que aquela porta por onde passei a pouco se fechou.

By Herself | tão certo quanto o calor do fogo

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Letter from inside to outside

sexta-feira, 18 de setembro de 2009





Pois é,

As coisas nem sempre são como eram, nem sempre vão como tocamos, nem sempre foram como queremos.

E por querer falhamos.

Falhamos por cobrar mais do outro, falhamos por esperar que o outro seja o que nós próprios queríamos ser. Mas não somos e esperamos expectativas vãs, sem nexo e fora do contexto.

Como acha que sinto, me vê com olhos de infelicidade, criando pedras como sinônimo de mim?

Sinto me culpado pelo mundo nessas horas, não há pedra aqui, não há.
Não há pedra que resista a tristeza de ter que gritar para mostrar uma coisa tão insignificante. Na minha concepção, todos veriam isso, você não vê, nem eu vejo.

E assim pecamos.

Se você soubesse o que existe por trás das feições e atos prontos (que em algum ponto foram feitos), perceberia que as coisas que falo tem valor de algo especial, tem sabor de querer bem. Se você soubesse várias coisas talvez entendesse que já não mais depende de mim e que está em suas mãos.

Foto sua na tela me faz voltar aos dias que nem se contam mais agora que tudo é visto como pedras. Você sorrindo disfarcadamente para o infinito. Sorria de algo que não sei, e nunca saberei por causa dessa bolha impermeável. Fico assim mesmo, sem saber, sem perguntar, sem entender, sem entender varias coisas.

Dia desses pude contar o que não gosto em você e vi que você é real, uma pessoa em constante luta com si própria para não se tornar o que a essência nos instiga a ser. Donos de nós próprios, viajantes do egoísmo, assim como eu. Não me sinto mal por soltar os pensamentos e deixar-los fluírem para o lado negro do amor, pois sabendo da minha imperfeição sei que já deve ter feito também. Se não, possivelmente fará depois daqui.

Pude ver que nossa maior falha vem do inconsciente, vem de onde não controlamos, de onde não conhecemos e assim somos incapazes. Pude ver que por mais que sou incapaz, há que estamos juntos em nossa própria bolha impermeável, e não existe limite ou infinito, somente duas pessoas que agora são apenas metade quando me constituiu como pedra.


Espero que todos fiquemos bem e aguardo noticias.

Com carinho

Eu mesmo

Flor da Pele

quinta-feira, 25 de junho de 2009


Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido


Ando tão à flor da pele


by Zeca Baleiro

Cotidiano

quarta-feira, 20 de maio de 2009



Se me pego assim todo
a vontade à inércia de viver,
não é bem como prece ser.
Ah sim, deve parecer
que estamos no mesmo barco à remar,
pena que quando navego em mim
prefiro esquecer você e tão logo me arrepender.
Na peculiaridade desta viagem só
vejo muitos rostos.
Ah sim, é por que
vejo muitos mais que a solidão que me conduz.
Vejo meus olhos no dia que ela que foi e não mais voltou
Sonhei então, acordei com o sol,
nuvens e raios, raios de luz no lençol.
Remo a remar na certeza da insegurança do
mar que trouxe a tristeza desde que ela se foi.
Assim me entrego ao insano
que bem era de passagem.
Ah sim poderia ser
a passgem para nossa lembrança
de ter você como meu cotidiano.

Para Camila

terça-feira, 21 de abril de 2009


I wanted you to know that I love the way you laugh
I wanna hold you high and steal your pain away
I keep your photograph and I know it serves me well
I wanna hold you high and steal your pain
The worst is over now and we can breathe again
I wanna hold you high, you steal my pain away
There's so much left to learn, and no one left to fight

I wanna hold you high and steal your pain

Cause I'm broken when I'm lonesome And
I don't feel right when you're gone away