Sentado no meu quarto O tempo voa...

sexta-feira, 27 de junho de 2008







...pela minha janela.







Vida correndo, indo e vindo com os dias apressados e nem me sobra tempo para pensar e cheirar as cores da vida.

Quero perder a cabeça sempre.

Sei que tudo está depressa demais, para mim e para ambos, mas é bom estar assim, ainda enquanto sobre controle.
Dentro da palma de nossas mãos.
Decididamente queria que fosse mais rápido, talvez assim pudesse aproveitar mais em menos, menos tempo, menos decisões, menos porque, mais sensações, tudo apenas num sopro.
Ouço aquela musica até o ponto de decifrar todas incógnitas implícitas que o artista deixou entre os inúmeros sons.

Ouço ainda aquela musica.

Olho para o céu tentando encontrar respostas para perguntas ainda por fazer.
O céu estava azul e claro, nuvens brincavam de desenhar vida nos meus pensamentos, existiam até pássaros cortando esta imensidão que me traziam de volta.
Há quanto tempo não via céu assim.
Vida fácil por enquanto os dias no ócio me sobram.
Falta me invenções criativas e mal pensadas para preencher alguns dias de bobeira oferecidos em bandeja de ouro, mas não me importa, tudo é como deveria ser, assim está bom.
Olho pela janela a vida corrida e seus grãozinhos de areia apressados para uma única direção, a felicidade.

Definitiva e ao mesmo tempo relativa.

Pois bem, é para lá que quero ir também.
Não me siga, mas queira ser seguido, assim como eu quero também.

Deep Blue

domingo, 15 de junho de 2008


















Dias ruins vem quando me sinto assim
Debochando de mim mesmo penso sobre nós
Nem sei se acredito em meu coração, na forte razão ou no seu “sim”
Porém percebo nas noites quão triste é ter sem ter
Querer sem poder enquanto me sinto tão só
Neste vazio sem fim

Por horas brigo com o egoísmo ditador
E como cão sem dono espero por você
Sentado de olhos baixo espero teu pedaço
Que nunca chega até o meu primeiro alô
No fogo estou com frio sem saber o por que
Só sei que estou aqui sozinho sentindo esta meia dor

Esta seria minha hora
De cantar melodias alegres de Seu Jorge e Natiruts
Ouvir a harmonia de nosso querido Tom com sua Bossa Nova
Esquecer o quanto este mundo me esnoba
Mas com você tão distante, prefiro me recolher num antigo Blues

Nossos meios de transportes existem
Por que eu os inaugurei
Criei acessos diretos entre você e eu
Propus entrada franca em meu coração, também
Mas fechei os olhos por 10 minutos e não te encontrei
Porque você não veio, não apareceu

Sei que mau entendimento da situação pode haver
Tudo ainda para falar
Tudo ainda para se explicar
Mas como poderia brigar com meu ser?
Se fico prestando mais atenção em minha razão
Do que em seus textos que comigo ainda estão

Ridículo querer perpetuar que sinônimo de amar é sofrer
Se for para ser assim vou indo, pois prefiro esquecer
A distancia já existe agora basta desfazer
Tudo dentro de nós caso queira, caso não saiba o que dizer

Não sei se dar para ser assim
Viver na angustia não é troféu
Tempo demais me sobra. Até rimo num papel!
Vivendo numa prisão sem você e cheio de mim
Vazio ou cheio de vazio, enfim




Você se lembra?

Natural

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Não me canso de perceber quão desigual é este país no qual tanto esforçamos para acreditar pelo menos um pouco.

Acreditar em que mesmo que não haja saídas de dentro deste precipício, que haja pelo menos fé. Mesmo a fé ta ficando descrente com essa sociedade.

Tanta gente batalhadora que tem suas humildes esperanças diminuídas a cada novo dia que começa , dias às vezes nem sempre bem vindos.


Pessoas que precisam depender de ajudas alheias para usufruir do mais básico para viver sobrevivendo pela caridade mascarada e descarada de governos corruptos, instituições falidas, ONGs capitalistas, empresas mal intencionadas e até religiões demagogas lideradas por charlatões sem vergonha,todos movidos pelo egoísmo e hipocrisia indiscriminada.


Sem muitas alternativas mundanas essa gente se apega à fé e esperança em Deus, deuses, alienígenas, bichos da selva e em qualquer crença no abstrato ou no que for mais confiável no momento, claro que desde não seja deste mundo ou tenha sede instalada em Brasília.


O orgulho de ser pessoa de bem já não é mais suficiente se autodenominar dignos de olhar de cabeça erguida para seus próximos e que de certa forma nem mesmo conseguem entender aonde está o erro, culpam o destino. Mas sabemos onde está o erro, creio que em nos mesmos que aprendemos a ficarmos calados, aprendemos a fechar os olhos e dizer sim para o que não entendemos.


Gostaria de poder garantir aos filhos um mundo mais socialmente justo para se viver pelo menos razoavelmente bem, mas que não parece existir neste futuro próximo, e acho que nem mesmo posso confiar num futuro remoto. Tantos atos estarrecedores nos tornam descrentes com esperanças globalizadas.


Ah, quiseste Deus que um dia eu soubesse como é viver assim, talvez eu poderia melhor expressar essa revolta simbólica por alguns que realmente vivem cada minuto dependendo destes poderosos, ou melhor, “poderosos”.


Melhor finalizar para não parecer demagogo também.