Ego

quinta-feira, 24 de abril de 2008


Ultimamente tenho pensando ter um blog é ser muito egoísta, é escrever tudo sem direito de opinião critica, sem promotores, sem advogados, sem se importar com qualquer outro ponto de vista.

Só escrevemos o que queremos ouvir.

É benéfico por que aqui tem uma pessoa com quem falar, desabafar, gritar, bater.

É uma vaidade.

Escrevo o mundo do jeito que meus olhos vêem, faço com que as palavras descrevam o mundo como acho que é. Meu submundo. O pior de tudo é que ninguém discorda. Tornam se cúmplices do ego criador justificando-se em algum motivo. Concordam e concordam. Mecanicamente sim senhor...

Não acho que é saudável. Acho se for fazer um auto-retrato não precederei assim. Fora daqui sentimos vontade de falsificar-nos, mesmo nos pormenores.

Não que esteja dizendo que faço errado por ser condizente comigo mesmo, pelo contrario, acredito que autenticidade é o condimento da vida.

Contudo medito sobre tal tema e não encontro argumentos que provem o contrario. Continuarei assim mesmo com as interrogações, reticências e algumas exclamações, Por que não faria?

Ou continuar até perceber que tudo isso está ficando “emo” demais! (sem preconceitos sobre)

É perigoso pensar tanto assim em nós mesmos.

Há momentos que discordo, há outros que não.

Pingos de ignorância

sexta-feira, 18 de abril de 2008


Como a vida tem sempre tentado nos mostrar como ser alguém melhor cada dia.

Tipicamente, próximo à minha casa pela calçada, despercebido de qualquer outra coisa ao meu redor, caminhava sem pensar em nada importante ou ao menos relevante.


Tão logo voltei à realidade notei dois vira-latas à minha frente felizes e brincalhões com suas próprias travessuras. Engraçadinhos e espertos. Um deles olhando fixamente para mim enquanto pulava de forma engraçada. Parecia troçar de mim, porem simpaticamente tentava fazer com que eu demonstrasse algum interesse.

O outro reparei, apenas olhava meio afastado para seu colega e não apresentava tanta afinidade comigo. Na verdade eu queria mesmo era isso, que não gostassem de mim até no maximo de não me morderem, é claro.

Tão como um relance disse timidamente evitando ao maximo ser notado por alguém perto

–sai bicho!

Mas o bicho não saiu, ficou mais eufórico e pulava mais ainda como se entendesse que eu estava querendo interagir com ele de forma mais intensa... Coitado de mim para pular no meio da rua com dois vira-latas. rs

Adoro animais mas não estava no espírito amigável aquele dia e então apertei o passo afim de deixá-los para trás.

De longe olhei para trás e vi que pareciam amigos de anos, compartilhando passos, pulinhos e caretas engraçadas. Estranhamente quis sentir inveja do companheirismo deles.

O resto do dia correu comumente, normalidades, acasos e deveres como o cotidiano deve ser.

Na manha seguinte indo para o trabalho caminhando em direção à padaria, alguns metros depois de casa percebi ao canto da rua, próximo ao passeio os mesmos dois vira-latas, ambos olhando para mim, um sentado e o outro que no dia anterior quis de todas formas me entreter por um pingo de atenção estirado no chão recém atropelado e com grande hemorragia. Seu sangue escorria pela boca para a rua. Deitado, moribundo olhava para mim com a mesma feição de ternura do dia anterior, e balançava sua calda enquanto me olhava. Seu companheiro fiel estava ao seu lado sentado, talvez esperando que o inevitável viesse para poder dar o próximo passo ao seu novo rumo

Fiquei perplexo como o bicho quase morto conseguiu transparecer ternura em seus últimos momento de vida.

Tal cena chocou e me fez pensar sobre atitudes que sempre então próximas a nós através de pessoas que se auto traduzem como imperadores de seus reinos e castelos de areia. Atitudes tais como hipocrisia, mesquinharia, mentiras, esnobismo e ostentação, egoísmo, auto-suficiência e até mesmo baixaria sem fundamentos que me levam a perceber o quanto é possível ser melhor com o mínimo para o próximo.

Detalhes pequenos são e sempre serão a diferença entre o poético e vulgar e aprendo que viver na imundice não é razão para não ser alvo e cético aos bons sentimentos, compartilhando-os da mais autêntica forma sempre.

Gostaria de estar mais aberto à estes detalhes da vida como este que, sempre estão ao nosso redor, podendo percebê-los de forma mais clara e sincera como sinais de algo maior que nós. Não sei bem o que poderia ser este algo maior mas, a certeza é que é algo puro e supremo.

Deixo estes rabiscos na esperança de entender o que ainda não entendo sempre que ler novamente.

10 desejos para esta semana

segunda-feira, 14 de abril de 2008



1. Lançar-me de bem alto para sentir o vento em meu rosto
2. Correr mais rápido que puder para saber onde é meu limite
3. Tentar o que nunca tentara antes
4. Desejar algo em sua forma mais complicada para poder sentir um novo gosto
5. Não ter pressa no meio da multidão
6. Errar e sorrir ao mesmo tempo
7. Dizer palavras sem sentido e reparar as reações adversas
8. Não ser normal pelo menos um pouco, pouco suficiente para querer de novo
9. Gritar muito
10. Chorar com vontade

Se

quarta-feira, 9 de abril de 2008


Essa é sensacional numa sexta à noite.
Vou posta la para lembrar de ler quando ouvir ou, lembrar de ouvir quando ler ou... vice-versa.
heheh


Você disse que não sabe se não
Mas também não tem certeza que sim
Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe que eu só penso em você
Você diz só que vive pensando em mim
Pode ser
Se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora um se...

Eu levo a sério mas você disfarça
Você me diz à beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em zero a zero e eu quero um a um
Sei lá o que te dá, não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em braile
Do que você decidir se dá ou não.
(Se – Djavan)

Relativas atitudes

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Quanto mais tento ter as coisas sobre meu controle, parece que elas saem por entre os dedos.

Tenho infelizmente aprendido que as pessoas mudam de forma que não esperaríamos que mudassem, tratam nos como nunca imaginaríamos que tratariam, agem de forma que não esperaríamos certas atitudes.

Será que dá para saber como agradar a todos ao mesmo tempo querendo ser você mesmo? Lembro me de Jesus quando faço essa pergunta.

Sei que cada um tem seu próprio universo interior cercado por cada detalhe, cicatrizes, vitórias, influencias, autenticidade e blá, blá, blá.

Muitos gostam de ter companheiros neutros e nulos em seu espaço pois, é muito cômodo lidar com esse tipo e , se ganhamos coragem para não sermos nulos somos colocado como réis e infiéis.

Sou ciente que meu jeito não agrada ou mesmo incomodam alguns, mas não vou ser calculista ao extremo comigo mesmo. Gosto de passear pelos caminhos incompletos que aparecem à minha frente mesmo não conseguindo enxergar seus horizontes. Calculista também, criando meus próprios caminhos e horizontes. Na verdade, sou normal apenas.

Passearei pela vida e gostaria que me acompanhasse.

Há quem discorde e isto me deixa triste.

Ps. Esse texto ficou horrível mas deixo assim mesmo. RS.

Just a piece of me

quarta-feira, 2 de abril de 2008


Sempre foi muito difícil pra mim determinar conceitos, definições, títulos ou temas quando se tratam de mim mesmo. Penso que nem eu mesmo me conheço bem ainda.

Quando comecei este blog (que convenhamos que não faz muito tempo) posso dizer quq a pior parte de todas foi escolher o título. Deus! Como perdi horas pensando qual seria o danado do título!
Meditando com a paciência de Jó e sabedoria de Dalai Lama, por fim vi que tinha que expressar diretamente qual seria o conteúdo do blog (nossa essa definição nem Einstein conseguiria!). E juro que não sabia qual seria o conteúdo, apenas que queria um espaço para meus depoimentos diários, semanais ou mensais. Sei lá. O que fosse!
Fui pelo lógico -Uma agenda virtual que possa escrever meus pensamentos sobre minha vida, meus relances, dificuldades, fantasias, sentimentos e angustias, enfim, queria um escape para minha alma. Porém esses pensamentos são como flashes que vem e vão, tão logo tenho que passá-los para a realidade escrevendo-os, como são as vertigens. Assim depois de quase um monólogo mental e alguns litros de café supus que não ficaria melhor.
Hoje sei que não poderia ser melhor
Depois, a cor de fundo!
É sem muito sentido mas foi imbecilmente difícil escolher a cor do blog.
A primeira cor que coloquei foi branca. Lindo, alvo, tranqüilizante, harmonioso e básico é claro! E fui postar... Meu primeiro post se deu quando tive uma perda familiar e estava muito deprimido, angustiado e melancólico. Postei, e vi que havia certo contraste entre o post e a cor de fundo. Oras, não dá para ter um fundo branco com textos fúnebres, soturnos.
-Preto nele! Ai deu certo.
É estranho, tenho perdido a vontade de mostrar ao mundo meus textos escritos aqui. Tirei as referencias para ele que vou mostrar à quem eu realmente sentir que dará mínimo valor às postagens. Sinceramente não pretendo mais divulgar este meu espaço.
Este blog é como uma válvula, contribuindo para que eu possa ter uma alternativa de escape nos ápices da vida, sendo que, tem valor e peso. São palavras que geralmente vem de onde tenho medo de estar.
É por isso que não posto constantemente, senão poderia ser considerado um demente, demasiado depressivo e caso perdido mesmo!
Sinto confortável em te-lo como meu diário pessoal. Minha vontade e poder passar meus sentimentos para onde eu poderei mais tarde sentir nostalgia de tempos remotos de minha vida.
E como é bom sentir nostalgia. Melhor que a tal da saudade.